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Eletroconvulsoterapia (ECT)

A Eletroconvulsoterapia contemporânea (ECT) é um procedimento seguro e com alto índice de eficácia, realizado em ambiente hospitalar para a estabilização de quadros refratários de saúde mental.

Eletroconvulsoterapia na prática contemporânea

A Eletroconvulsoterapia (ECT) é um tratamento médico reconhecido por sua eficácia em quadros psiquiátricos graves, refratários ou que exigem resposta terapêutica rápida. O procedimento atual é muito diferente das representações históricas frequentemente associadas ao tema.

Hoje, a ECT é realizada em ambiente hospitalar, com equipamentos modernos e protocolos rigorosos de segurança. O paciente é submetido a uma sedação e a um bloqueio neuromuscular breve, permanecendo monitorado por equipe médica durante todo o procedimento.

Como o procedimento é realizado?

  • Avaliação prévia: investigação clínica, anestésica e dos exames necessários para a realização segura do procedimento.
  • Sedação e bloqueio neuromuscular: conduzidos por médico anestesiologista.
  • Estímulo controlado: aparelhos modernos utilizam pulsos breves ou ultrabreves, ajustados individualmente.
  • Monitoramento: acompanhamento de pressão arterial, eletrocardiograma, eletroencefalograma, frequência respiratória e oxigenação.
  • Recuperação: após o procedimento, o paciente permanece em sala de recuperação pós-anestésica até receber alta da equipe.

Quando a ECT pode ser indicada?

  • Depressão unipolar ou bipolar.
  • Mania com ou sem sintomas psicóticos.
  • Estados mistos no Transtorno Afetivo Bipolar.
  • Esquizofrenia refratária ao tratamento medicamentoso.
  • Psicoses.
  • Ideação suicida.
  • Heteroagressividade ou autoagressividade.
  • Depressão catatônica ou psicose catatônica.
  • Agitação psicomotora.
  • Regressão tardia ou declínio funcional grave inexplicados no Transtorno do Espectro Autista.
  • Sintomas psiquiátricos sem resposta adequada a medicamentos.
  • Indivíduos que não podem fazer uso de medicamentos.
  • Situações que exigem resposta rápida por risco clínico, como recusa alimentar, desidratação, instabilidade autonômica, febre, risco de tromboembolismo ou exaustão.

Perguntas Frequentes

Por que existe tanta polêmica em relação à ECT?

Parte do estigma vem de práticas antigas, realizadas antes do desenvolvimento dos atuais recursos anestésicos e de monitoramento. Também contribuíram as representações distorcidas do procedimento em filmes e outros meios. Hoje, aparelhos modernos, pulsos ultrabreves de estímulo neuronal e a realização em ambiente hospitalar proporcionam segurança e conforto ao procedimento.

A ECT causa dor?

Não. O paciente permanece sedado durante o estímulo e recebe bloqueio neuromuscular breve. O procedimento ocorre sob acompanhamento de médico psiquiatra e anestesista treinados.

A ECT pode afetar a memória?

Podem ocorrer alterações temporárias de memória, especialmente relacionadas ao período próximo às sessões. A avaliação individual considera benefícios, riscos e estratégias técnicas para reduzir efeitos cognitivos.

O que é necessário para realizar a ECT?

É necessária avaliação psiquiátrica, clínica e anestésica, além dos exames indicados para cada caso. O procedimento deve ser realizado em ambiente hospitalar por equipe habilitada.

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